A rua
Estava caminhando lenta e desesperadamente pela rua 13, após presenciar a morte do Sol. Aquilo sempre me trazia o desespero. Por mais que eu estivesse mais segura quando ele se evaía do céu, saber que o Sol morria todos os dias apenas para me deixar feliz me deixava atônita. Então os pedregulhos ficavam cada vez mais fundos e meus pés já não suportavam a dor que era andar de sapatos altos. Será que eu começava a ficar fraca?
E começava a ouvir passos distantes, que me aproximavam de um terror que não era o meu. Ouvia sussuros que penetravam meu ouvido, me deixando maluca... Uma menina me olhava com expressão de medo. À medida que eu me aproximava ela sussurrava mais, mas aquele som baixo me deixava silenciosamente surda. Até que eu pude ver o que ela segurava nas mãos. Um cordão velho, carregando um pingente de ouro maciço também desgastado, mas que ela segurava firme e ferozmente.
Ao reparar sutilmente o pingente, vi que parecia um que a minha irmã carregava antes de morrer. Nas fotos que eu vi do seu caixão, dava para perceber nitidamente que ela morreu apertando o ouro que ali havia. Mas como esse ouro poderia estar nas mãos dessa menina? Minha mãe morrera a facadas. Meu pai a violentou e matou-a sem deixar rastros. Eu vi toda a cena, antes do sol se pôr e a partir desse dia, permaneci em silêncio. Não falava enquanto o Sol não fosse embora. Não falava enquanto houvesse Luz.
To be continued...
E começava a ouvir passos distantes, que me aproximavam de um terror que não era o meu. Ouvia sussuros que penetravam meu ouvido, me deixando maluca... Uma menina me olhava com expressão de medo. À medida que eu me aproximava ela sussurrava mais, mas aquele som baixo me deixava silenciosamente surda. Até que eu pude ver o que ela segurava nas mãos. Um cordão velho, carregando um pingente de ouro maciço também desgastado, mas que ela segurava firme e ferozmente.
Ao reparar sutilmente o pingente, vi que parecia um que a minha irmã carregava antes de morrer. Nas fotos que eu vi do seu caixão, dava para perceber nitidamente que ela morreu apertando o ouro que ali havia. Mas como esse ouro poderia estar nas mãos dessa menina? Minha mãe morrera a facadas. Meu pai a violentou e matou-a sem deixar rastros. Eu vi toda a cena, antes do sol se pôr e a partir desse dia, permaneci em silêncio. Não falava enquanto o Sol não fosse embora. Não falava enquanto houvesse Luz.
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